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Espaço, gênero e masculinidades plurais

 

Joseli Maria Silva, Marcio Jose Ornat e Alides Baptista Chimin Junior (Orgs.)

Edição: 1a

Páginas: 360

Formato: 16 x 23 cm 

Peso: 600g 

Miolo: papel ofsete 90g/m2

Capa: cartão supremo 250g, com laminação fosca

Acabamento: costurado

Ano de publicação: 2011

ISBN: 978-85-62450-21-1

 

 

 

Apresentação

 

Falar sobre a história de um livro é, ao mesmo tempo, reconstruir memórias que envolvem interesses, encontros e desafios de nossas práticas científicas. Em 2003, criamos o Grupo de Estudos Territoriais (GETE), com uma de suas linhas de pesquisa voltada para relações de gênero e espaço. Seguindo a tradição científica dos estudos feministas na Geografia, imaginávamos então que essa linha atrairia o interesse de alunas mulheres, em torno de uma coordenação também feminina. Surpreendentemente, os alunos que se apresentaram para compor o grupo de pesquisas foram homens. É preciso confessar que, naquele momento, houve certa decepção com o desinteresse de alunas mulheres em relação aos temas de gênero. Acolhemos os alunos homens que se mostraram empenhados em participar das propostas de trabalho e, pelas contingências da época, acabamos, a partir de uma coordenação feminina, formando um grupo de homens em estudos de gênero, produzindo geografia a partir de um campo epistemológico feminista.

Essa composição masculina do GETE, um tanto inusitada no âmbito de estudos de gênero, cuja representatividade é hegemonicamente feminina, nos proporcionou várias experiências pessoais interessantes, que certamente merecem reflexões do ponto de vista científico-político. O estranhamento da composição masculina e heterossexual do GETE se fez notar frequentemente em indagações formuladas por participantes em eventos de gênero, e os jovens pesquisadores do GETE chegaram a comentar, em grupos de discussão científica, a percepção de certo preconceito por parte de alguns colegas e professores, em razão de investigarem assuntos que não seriam, propriamente, segundo o seu entendimento, da alçada de geógrafos “homens”.

Então, estar “fora do lugar” foi um elemento constante na fase inicial da constituição do GETE. A Geografia brasileira se mostrava fortemente refratária a estudos de gênero, e havia pouco espaço de discussão para nossas pesquisas nos encontros científicos de nosso campo de saber. Além disso, em eventos voltados mais especificamente para a temática de gênero, a nossa ciência geográfica, mesmo sendo considerada uma ciência social, não era reconhecida como campo científico válido para a compreensão das relações de gênero, ainda mais quando representada por um grupo de homens. Portanto, essa expressão masculina no campo de estudos de gênero despertava um estranhamento, notadamente no meio feminista mais conservador.

Apesar desses limites, e das dificuldades deles resultantes, nosso cotidiano dentro do GETE era muito instigante, e também marcado por um espírito combativo em relação às resistências. Com bom humor, algumas vezes os jovens homens pesquisadores chegavam a fazer brincadeiras em relação a suas supostas vantagens na conquista de namoradas, já que o estudo das relações de gênero teria lhes proporcionado desenvolver uma maior sensibilidade ao mundo feminino. Enfim, hoje pensamos que essa composição inicial masculina do GETE não foi por acaso. O destino conspirou positivamente a nosso favor para formar um grupo sólido no campo teórico e metodológico dos estudos de gênero, capaz de pensar sua posição no processo de pesquisa, e os estudantes de iniciação científica daquela época são hoje professores universitários e organizadores da presente obra.

Essas experiências pessoais são também lições culturais, elementos constitutivos de processos de socialização do ser pesquisador, impregnados de valores que criam as interdições, influenciando e condicionando a prática cotidiana da pesquisa. O campo cultural que compõe o contexto de produção científica nos “ensinava” que pesquisadores homens são menos homens quando abordam temas de gênero, praticam as epistemologias feministas ou são homens feministas. Esse aprendizado cultural, contudo, não é absoluto. Jean Paul Sartre nos lembra, afinal, que, se não somos responsáveis pelo que nos foi ensinado, o somos pelo que fazemos com aquilo que nos foi ensinado. Portanto, foi a partir do aprendizado dos limites que escolhemos o caminho da resistência e iniciamos uma reflexão em torno dos silêncios presentes nos estudos das masculinidades no âmbito das Geografias Feministas, dos processos metodológicos que implicavam as corporalidades dos pesquisadores na investigação de grupos sociais com gênero diverso do seu, bem como da expansão das práticas das Geografias Feministas por meio da ação de pesquisadores homens e o desenvolvimento de questões relativas às diferentes masculinidades. 

Assim como Simone de Beauvoir rompeu a ideia de determinação do sexo biológico em relação ao gênero, incorporando a constituição social e cultural ao processo de “ser mulher”, há um importante processo de fazer-se homem que deve ser desnaturalizado e que merece reflexões intelectuais. O “fazer-se homem” é um processo individual/social que se realiza na cotidianidade espacial da construção do gênero como um elemento identitário fundamental nas relações humanas. É impossível falar da existência de um ser humano sem considerar que essa existência é “generificada” e que o gênero constitui uma parte central da organização da sociedade e da personalidade.

O gênero, como nos alerta Judith Butler, é uma representação, não algo que se adquire, e ele é experienciado cotidianamente. São as práticas de gênero que permitem, contraditoriamente, sua existência e sua transformação. Nesse sentido, não existe uma única forma de “fazer-se homem”, mas múltiplas formas de vivências de homens, que se forjam em diferentes tempos e espaços. Assim, apesar de considerar que a nossa sociedade está organizada a partir do privilégio do gênero masculino, não existe uma forma única de masculinidade. O privilégio do poder envolve também sofrimentos para grupos de homens que não correspondem ao ideal de masculinidade branca, abastada, heterossexual, bela e jovem. A vivência do gênero masculino, marcado pela pobreza, exclusão, racialidade e homoerotismo, reposiciona os sujeitos nas relações de poder entre os próprios homens, produzindo contradições e múltiplas experiências. Do ponto de vista social, é impossível considerar a existência masculina como universalmente dominante.

É dessa possibilidade aberta para as pluralidades da experiência espacial de diferentes grupos de homens que este livro fala. O primeiro texto traça um panorama das possibilidades investigativas na Geografia a partir do conceito de gênero, abordando as masculinidades. Existe já um caminho percorrido no que diz respeito à produção científica geográfica sobre masculinidades dentro do campo das Geografias Feministas. O texto, além de trazer os estudos já consagrados em outros países, formula propostas de abordagem no tocante à realidade socioespacial brasileira.

Os dois textos seguintes são pesquisas realizadas no âmbito do GETE, relativas a projetos de extensão de reintegração familiar de adolescentes egressos do sistema socioeducativo. O ensaio de Alides Baptista Chimin Junior aborda a forma como o espaço urbano está organizado e sua relação na construção da vulnerabilidade de grupos de jovens ao ato infracional. Seu trabalho evidencia a contradição da ação de um Estado que cria e reconhece os direitos cidadãos adolescentes enquanto age com o uso da força bruta, punindo sujeitos que têm seus direitos violados durante toda sua existência. O texto de Rodrigo Rossi, por outro lado, evidencia que os adolescentes resistem à sua exclusão socioespacial, organizam-se em grupos e constroem seu processo de socialização em torno do uso do crack e de ações infracionais que lhes permitem conquistar centralidade nas relações de poder em espacialidades transgressoras.

Em seguida, o texto de Peter E. Hopkins aborda a interseção dos marcadores de diferença fundados na religião, raça, masculinidade e geração. Sua pesquisa explora algumas das maneiras pelas quais as masculinidades e experiências de jovens podem ser mediadas por geografias de racismo e religião. Apresenta, inicialmente, as recentes tendências geográficas na abordagem de raça, racismo, religião, juventude e masculinidades e, em seguida, sugere uma instigante pauta para pesquisas futuras com jovens homens racializados e religiosos, comprometendo-se com as experiências vividas por jovens cujas vozes são geralmente silenciadas e frequentemente distorcidas.

Anthony Furlong nos induz à análise dos modos como raça, classe e espaço se cruzam com a sexualidade e acabam por produzir a construção dos lugares tolerantes/intolerantes aos homens gays. Em seu texto, o autor afirma que, embora a Zona Sul do Rio de Janeiro seja imaginada como um espaço extremamente tolerante para os homens queer no Brasil contemporâneo, as vivências cotidianas exploradas na pesquisa mostram uma realidade mais complexa e menos otimista. Sua análise evidencia que o processo de pertença na Zona Sul está ligado a classe e raça e que comportamentos não associados com os daqueles que têm um alto poder aquisitivo, brancos e masculinos, são vistos como indesejáveis e fora do padrão local. As pessoas enquadradas como indesejáveis, fora do padrão, relatam as seguintes práticas sofridas na área: olhar de desdém, agressões verbais, xingamentos e também agressão física, perpetrada por pessoas conhecidas como pitbulls. Assim, tendo em vista os preconceitos ligados aos elementos classe e raça no espaço da Zona Sul, é evidente que a imagem da região, tida como espaço tolerante e utópico pelos homens queer, deve ser reconsiderada.

Os trabalhos seguintes, de Alex Ratts e de Paulo Jorge Vieira, estão ligados às representações literárias de masculinidades, e esses dois autores compreendem essa produção como um importante dado de construção dos gêneros. No texto “Negritude, masculinidade, homoerotismo e espacialidade em James Baldwin: uma leitura brasileira”, Ratts faz um estudo da trajetória de Baldwin como escritor negro, considerado gay, que enfatiza a espacialidade de personagens homoeróticos em sua obra, trazendo uma complexa interseccionalidade entre raça, gênero, sexualidade e espaço, por meio da categoria lugar.

O contexto de análise de Paulo Jorge Vieira é o romance Os Cus de Judas, de António Lobo Antunes, que compõe o imaginário de Portugal em torno da recente Guerra Colonial. O texto desconstrói o modelo de masculinidade militar hegemônica presente no contexto das guerras coloniais, trazendo situações de formas específicas de socialização de jovens militares, atos de violência sexual e conflitos interiores movidos pelas críticas à concepção dessa masculinidade hegemônica militarizada, envolvendo colonizados e colonizadores.

O livro se encerra com o texto de Benhur Pinós da Costa, que apresenta um interessante conjunto de reflexões sobre suas práticas de pesquisa e a respeito de sua posicionalidade como parte integrante de seu processo de investigação geográfica sobre as relações entre espaço e grupos sociais de homens orientados sexualmente para o mesmo sexo. 

As propostas científicas que compõem esta obra pioneira representam um importante passo para a análise de complexidades espaciais que demandam ainda muito esforço e refinamento intelectual para construir categorias analíticas dentro do campo de gênero na Geografia. 

 

Joseli Maria Silva

Marcio Jose Ornat

Alides Baptista Chimin Junior

 

Organizadores

 

 

Apresentação de Marcelo Lopes de Souza

 

 

Às leitoras e aos leitores desassombrados:

 

Sobre o livro Espaço, gênero e masculinidades plurais

 

 

Quando a Profa. Joseli Maria Silva me pediu para escrever algumas linhas sobre o livro que ela agora organiza (juntamente com Marcio Jose Ornat e Alides Baptista Chimin Junior), minha primeira reação foi a de não me considerar suficientemente qualificado para a tarefa. Afinal, apesar de a temática e a literatura da Geografia Feminista não me serem estranhas, e a despeito do fato de eu ter recentemente orientado uma dissertação de mestrado largamente vinculada a essa perspectiva, trata-se de um assunto complexo  já com larga tradição de pesquisa entre geógrafas e geógrafos anglo-saxônicos e alemães, por exemplo , e em relação ao qual eu estou longe de ser um expert.

Contudo, uma vez feita essa ressalva fundamental, talvez haja, realmente, um sentido bastante razoável em eu escrever um pequeno texto para relatar aos leitores e às leitoras o meu sentimento sobre este livro. Desde os anos 80 tenho me batido pela adoção de uma “mentalidade” (algo mais amplo que “abordagem”, “teoria” etc.) que esteja comprometida com o pluralismo temático, e mais: de um ponto de vista ético-político, que esteja comprometida com a convicção de que a superação da heteronomia e a emancipação humana passam, necessariamente, por muito mais do que por uma eliminação da exploração de classe. Passam, com efeito, pelo enfrentamento de todas as formas de opressão e intolerância: patriarcado e machismo, racismo, homofobia etc. Isso, que já é algo praticamente estabelecido em outras Geografias  e que reflete, também, as conquistas que as mulheres, as minorias étnicas, os homossexuais etc. vêm alcançando nos marcos de outras “geografias”, de outros espaços  , começa, agora, a ser forte e sistematicamente concretizado no Brasil. E o grande mérito vai, no que se refere à reflexão sobre a interface gênero/espacialidade, sem dúvida, para o esforço pioneiro de Joseli Maria Silva.

Em seu capítulo introdutório, Joseli Maria Silva e Marcio Jose Ornat constatam que, na sua maior parte, os estudos sobre gênero, na Geografia brasileira, têm vindo da “periferia”, e não dos grandes centros universitários. Talvez isso não devesse nos surpreender, pois a história mostra que, muitas vezes, algumas das inovações mais desafiadoras vêm, precisamente, da(s) “periferia(s)”, mais que do(s) (grandes) “centro(s)” (e isso sem falar na relativização, muito oportuna, proposta há alguns anos pelo Subcomandante Insurgente Marcos em uma série de palestras em San Cristóbal de las Casas [Chiapas], a propósito das ideias de “centro” e “periferia”...). Interessante é, de todo modo, que, não raras vezes vítima de incompreensão e até mesmo de chacota em seu próprio país  atitudes tolas que, talvez, mereçam ser “psicanalisadas”... , Joseli, de sua posição “periférica”, vem conseguindo estabelecer uma conexão direta com pesquisadores de países ditos “centrais”. Pesquisadores esses que, felizmente, têm sabido respeitar o seu trabalho e valorizar as suas iniciativas. Seja-me então permitido, a esta altura, considerando aquelas reações obscurantistas, perguntar: como pode uma Geografia do século XXI, e sobretudo quando ela se propõe a ser inconformista e crítica, silenciar ou mesmo reagir com zombaria diante de temas e problemas que merecem ser examinados e discutidos, relativos à conquista de espaços (figurada e literalmente) e de direitos?... É triste e constrangedor que uma tal indagação ainda tenha de ser feita. 

Portanto, mesmo sem ser um profundo conhecedor ou estudioso sistemático dos temas que este livro aborda, me sinto à vontade para recomendá-lo: pela lacuna acadêmica que ele ajuda a preencher, mas também pela relevância das discussões aqui contidas, de um ponto de vista político-emancipatório. Novos territórios e novas territorialidades, novas ou renovadas identidades de lugares e com lugares, novos ou renovados diálogos e articulações: é disto que trata este livro. E é isto que dele faz uma leitura importante para todas aquelas e todos aqueles efetivamente preocupados com o mundo em que vivemos.   

 

 

Rio de Janeiro, julho de 2011

 

Marcelo Lopes de Souza

Departamento de Geografia da UFRJ

 

 

Prefácio

 

Como explicam os editores, na Introdução, a gênese deste livro remete a um grupo formado há quase dez anos por professores e acadêmicos, com a denominação Grupo de Estudos Territoriais (GETE). Um de seus objetivos de pesquisa era o de abordar questões em torno de ‘relações de gênero e espaço’. É interessante observar que alguns homens se integraram a esse grupo, e assim, talvez não seja surpresa que, ao longo desses anos, o tema Espaço, Gênero e Masculinidades Plurais tenha emergido de modo particularmente significativo. 

Este livro contém oito ensaios, todos os quais contemplam diferenças espaciais nas masculinidades e as formas como as masculinidades se intersecionam com outras facetas das subjetividades, tais como idade, religião, raça e sexualidade. Tendo em vista que não sou fluente em português, os editores me enviaram uma tradução dos títulos dos ensaios bem como do texto de introdução a este volume, para eu poder escrever o prefácio. Quisera ser capaz de ler mais, mas esse material já é suficiente para me indicar que se trata de uma coleção muito importante, por ao menos três razões. 

De início, e para falar do óbvio, este livro é publicado em português, e isso, por si só, é valioso. Muitos geógrafos e outros estudiosos têm comentado a hegemonia do conhecimento anglo-saxão e o peso preponderante das publicações em inglês. Assim, é vital que ideias a respeito de Espaço, Gênero e Masculinidades Plurais alcancem um público mais amplo de pessoas que não têm o inglês como primeira língua, e, nesse sentido, este livro é um excelente começo.

Em segundo lugar, esta coleção é de grande interesse porque vários ensaios abordam temas que dizem respeito especificamente ao Brasil e regiões vizinhas. Não estou com isso sugerindo que esses conhecimentos particulares e localizados sejam simplesmente ‘estudos de caso’ que vêm se somar ao trabalho ‘verdadeiro’ conduzido no Hemisfério Norte, mas, sim, que eles informam os leitores a respeito dos modos como as masculinidades são vivenciadas no Brasil e na região em que ele se insere. E este conhecimento é absolutamente necessário, tendo em vista, especialmente, que a Geografia brasileira parece ter se mostrado resistente, no passado, a estudos sobre gênero e sexualidade.

A terceira razão que explica a importância deste livro tem a ver com fato de que ainda é muito pequena a produção intelectual voltada às múltiplas e contraditórias masculinidades que são encenadas em diferentes tempos e em diferentes espaços. Embora esta área de conhecimento tenha crescido ao longo da última década, é preciso que se dê muito mais atenção a questões vinculadas com homens e masculinidades. É vital entender não somente as vidas de mulheres, mas também as de homens, ou seja, examinar subjetividades de gênero normativas e hegemônicas. Para desestabilizar o ‘masculinismo’, é imperativo pensar-se não somente na feminilidade, mas também na masculinidade, e nas relações entre elas. 

Espaço, Gênero e Masculinidades Plurais abre novas perspectivas. O livro traz uma contribuição valiosa, não somente para a Geografia e as ciências sociais no Brasil, mas também para resto do mundo, ao oferecer trabalhos que enfocam o contexto brasileiro. O gênero e a sexualidade estão encontrando ressonância no Brasil como áreas legítimas e significativas de pesquisa geográfica. Certamente, ainda haverá aqueles que optam por não reconhecer estas áreas de conhecimento, mas este livro representa um importante passo adiante no sentido da criação de uma geografia mais emancipatória.

 

 

Robyn Longhurst

Professor of Geography

Editor: Gender, Place and Culture

Chair: IGU Commission on Gender and Geography

Geography Programme 

School of Social Sciences 

The University of Waikato 

Private Bag 3105 

Hamilton 3240 

Aotearoa, New Zealand

 

 

SUMÁRIO

 

 

Prefácio

Robyn Longhurst

 

Às leitoras e aos leitores desassombrados:

Sobre o livro Espaço, gênero e masculinidades plurais

Marcelo Lopes de Souza

 

Apresentação

Joseli Maria Silva, Marcio Jose Ornat e Alides Baptista Chimin Junior

 

Espaço e múltiplas masculinidades: um desafio para o

conhecimento científico geográfico brasileiro

Joseli Maria Silva e Marcio Jose Ornat

 

Espaço, vulnerabilidade e masculinidade de adolescentes em

conflito com a lei

Alides Baptista Chimin Junior

 

Masculinidades e interseccionalidade na vivência de territórios

instituídos por adolescentes em conflito com a lei

Rodrigo Rossi

 

Jovens, masculinidades, religião e raça: novas geografias sociais

Peter E. Hopkins

 

Tolerância das performances de raça e classe na Zona Sul

Entre homens queer do Rio de Janeiro

Anthony Furlong

 

Negritude, masculinidade, homoerotismo e espacialidade em

James Baldwin: uma leitura brasileira

Alex Ratts

 

(Des)fazer-se homem na guerra: masculinidades e guerra colonial

em Os Cus de Judas

Paulo Jorge Vieira

 

Geografias, masculinidades e homoerotismo: teorias, práticas e

posicionalidades da pesquisa

Benhur Pinós da Costa

 

 

Sobre os autores

 

Alex Ratts (alex.ratts@uol.com.br): geógrafo, docente da Universidade Federal de Goiás (UFG), coordenador do Núcleo de Estudos Africanos e Afro-Descendentes da Universidade Federal de Goiás (NEAAD/UFG) e coordenador do Laboratório de Estudos de Gênero, Étnico-Raciais e Espacialidades do Instituto de Estudos Sócio-Ambientais da Universidade Federal de Goiás (LaGENTE/IESA/UFG). 

 

Alides Baptista Chimin Junior (alides.territoriolivre@gmail.com): geógrafo, pesquisador do Grupo de Estudos Territoriais, da Rede de Estudos de Geografia e Gênero da América Latina e coordenador da rede de pesquisa em software livre “Território Livre”.

 

Anthony Furlong (a.b.furlong@sms.ed.ac.uk): geógrafo, pesquisador do Institute of Geography, School of Geosciences, University of Edinburgh.

 

Benhur Pinós da Costa (benpinos@gmail.com): geógrafo, docente da Universidade Federal de Santa Maria e do Programa de Pós-Graduação em Geografia e Geociências, pesquisador do Núcleo de Estudos em Espaço e Representações (NEER).

 

Joseli Maria Silva (joseli.genero@gmail.com): geógrafa, coordenadora  do Grupo de Estudos Territoriais e da Rede de Estudos de Geografia e  Gênero da América Latina (Brasil), pesquisadora do Núcleo de Estudos em Espaço e Representações (NEER). É docente da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e atua no Mestrado em Gestão do Território.

 

Marcio Jose Ornat (geogenero@gmail.com): geógrafo, docente da Universidade Estadual de Ponta Grossa, pesquisador  do Grupo de Estudos Territoriais e da Rede de Estudos de Geografia e Gênero da América Latina, doutorando em Geografia na Universidade

Federal do Rio de Janeiro.

 

Paulo Jorge Vieira (pjovieira@gmail.com): geógrafo, pesquisador do Centro de Estudos Geográficos, Instituto de Geografia e Ordenamento do Território (IGOT), Universidade de Lisboa.

 

Peter E. Hopkins (peter.hopkins@ncl.ac.uk): geógrafo, docente da School of Geography Politics and Sociology, Newcastle University. 

 

Rodrigo Rossi (mimdigo@gmail.com): geógrafo, pesquisador do Grupo de Estudos Territoriais e da Rede de Estudos de Geografia e Gênero da América Latina.

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